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Defesa de mestrado na Engenharia Agrícola

12 de fevereiro de 2014

O mestrando Breno Leonan de Carvalho Lima, do Programa de Pós-graduação em Engenharia Agrícola do Centro de Ciências Agrárias (CCA) defendeu, na tarde do dia 11 de fevereiro sua dissertação intitulada "Uso de água salina na irrigação do coqueiro em fase inicial de desenvolvimento". Veja na notícia completa os membros da banca e o resumo do trabalho.

Membros da banca:

  • Claudivan Feitosa de Lacerda (orientador)

  • Antonio Marcos Esmeraldo Bezerra

  • Jorge Freire da Silva

  • Miguel Ferreira Neto (Universidade Federal do Semi-árido)

Resumo do trabalho: Os maiores estados produtores de coco do país encontram-se no nordeste brasileiro, sendo estes pertencentes à região semiárida, verificando-se assim, a importância da cocoicultura nesta região. O conhecimento sobre a qualidade da água utilizada na agricultura, especificamente sobre a concentração salina, é de fundamental importância para o sucesso de cultivos irrigados. O efeito da salinidade implica nas plantas perdas de produtividade e de qualidade, e em alguns casos, perda total da produção.

Diante do exposto, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o comportamento fisiológico, bioquímico e morfológico de mudas de coqueiro irrigadas com águas salinas e as alterações causadas por estas, visando um melhor aproveitamento dos recursos hídricos nas condições semiáridas. O experimento foi conduzido no período entre dezembro de 2012 e abril de 2013, em casa de vegetação do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Agricultura Urbana.

Os tratamentos consistiram de cinco níveis de salinidade da água de irrigação, sendo estes expressos pela condutividade elétrica da água (CEa), denominados: S1=0,9 (tratamento controle); S2=5,0; S3=10,0; S4=15,0 e S5=20,0 dS m-1. A salinidade da água de irrigação provocou alterações em todos as variáveis de crescimento, reduzindo-as ao final do experimento. As trocas gasosas foram afetadas pela salinidade, com maiores reduções na condutância estomática.

Os conteúdos de clorofila foram reduzidos com o aumento da salinidade, porém, o aparato fotossintético não sofreu alterações aos 120 DAIT. O aumento da salinidade reduziu o potencial hídrico foliar das mudas de coqueiro. Com o aumento da salinidade, verificou-se maiores acúmulos de solutos na parte aérea como na raíz. Mesmo sob reduções severas no crescimento e nas trocas gasosas, o coqueiro apresentou mecanismos de tolerância ao efeitos nocivos da salinidade, verificando-se a adaptação da espécie sob estas condições.