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Universidade Federal do Ceará
Centro de Ciências Agrárias

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CCA realiza primeiro levantamento abrangente de abelhas-sem-ferrão do Ceará e encontra 20 novas espécies para o Estado

Data de publicação: 31 de agosto de 2021. Categoria: Notícias

Responsáveis por exercer papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas, através da polinização, e por gerar renda a famílias rurais por meio de uma importante cadeia produtiva, as abelhas-sem-ferrão estão, agora, mapeadas no Ceará. O primeiro levantamento abrangente desse inseto já feito em território cearense revelou a presença de 20 novas espécies para o Estado, totalizando agora 49 espécies. As informações catalogadas provam uma diversidade que pode ampliar as oportunidades de negócio, contribuir com a conservação das abelhas e guiar um desenvolvimento mais sustentável.

Duas abelhas em uma flor

Abelhas do gênero Trigona, como as as espécies sanharó e bunda-de-vaca, encontradas no Ceará, são excelentes produtoras de pólen (Foto: Julio Pupim, Flickr)

O levantamento foi elaborado por pesquisadores do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará. Iniciado ainda em 2013 com a Tese de Doutorado em Zootecnia de Jânio Angelo Felix, sob orientação do professor Breno Magalhães Freitas, o estudo envolveu a coleta de amostras de abelhas em 122 localidades, alcançando 52 municípios do Ceará e abrangendo todas as regiões do Estado.

Após essa fase, foi realizada a identificação científica de cada espécie, a etapa mais demorada do processo. Os resultados acabam de ser publicados nos Anais da Academia Brasileira de Ciências (AABC).

As abelhas-sem-ferrão, também chamadas de meliponíneos, estão presentes nas diversas regiões do Estado e são utilizadas principalmente para a produção de mel, através da atividade conhecida como meliponicultura. A Agência UFC traz nesta semana uma reportagem sobre o levantamento, o qual aponta também que, além das 49 espécies relatadas, há outras três que ainda não foram validadas como espécies distintas, o que pode fazer com que o número de espécies no Ceará chegue a 52.

O estudo mostra que essa produção local é baseada especialmente na criação da jandaíra, uma espécie que evoluiu na caatinga e se adaptou bem às condições dessa vegetação, a qual responde por 80% do território cearense. O levantamento, contudo, expõe informações que podem servir para o redesenho da referida cadeia produtiva.

Apesar de apresentar uma riqueza da fauna de abelhas ainda maior que a anteriormente conhecida, a pesquisa destaca que há um declínio nas populações desses insetos no Ceará, assim como em todo o mundo. A reportagem da Agência UFC aponta as causas dessa queda e apresenta de que forma estudos como esse podem servir de base para a conservação não só desses insetos como de todo o meio ambiente.

Fontes: Prof. Breno Freitas, do Departamento de Zootecnia – e-mail: freitas@ufc.br; pesquisador Jânio Felix – e-mail: janiozootecnia@yahoo.com.br

Notícia publicada originalmente no site da UFC.

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