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Universidade Federal do Ceará
Centro de Ciências Agrárias

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Defesa de Tese no DENA

Data de publicação: 8 de dezembro de 2015. Categoria: Notícias

No dia 11 de dezembro, sexta-feira, às 14 horas, ocorrerá, no Auditório do Departamento de Engenharia Agrícola, a defesa da tese de Deodato do Nascimento Aquino, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola, cujo título é Raleamento da Caatinga Altera a Estrutura do Solo, Estoque de Carbono e Caracterização Espectral do Dossel?

RESUMO: Objetivou-se com este trabalho avaliar os efeitos da técnica de raleamento do bioma caatinga sobre a dinâmica da produtividade de fitomassa herbácea; raízes finas; deposição, acumulação e taxas de decomposição da serapilheira; estabilidade de agregados; respirometria do solo; estoque de carbono, nitrogênio e caracterização das alterações no comportamento espectral do dossel. O estudo foi conduzido em duas etapas: a primeira em microbacias hidrográficas no município de Iguatu, região centro sul e a segunda na bacia hidrográfica do rio Caxitoré, região norte, ambas no estado do Ceará. A área experimental de Iguatu consistiu de duas microbacias adjacentes, sendo uma raleada por 5 anos (CR5) e a outra conservada com vegetação natural há 35 anos (CS35). As variáveis amostradas foram: produtividade de fitomassa herbácea, raízes finas, umidade gravimétrica, isótopo δ13C (‰), estabilidade de agregados, deposição, acumulação e taxas de decomposição da serapilheira, estoque de carbono orgânico total e nitrogênio total nas camadas de 0-20, 20-40 e 40-60 cm entre abril/2013 e março/2014. Os dados foram submetidos à análise de teste de média e confrontados pelo Teste T (p≤0,05). O aumento da intensidade de plantas herbáceas decorrente da técnica de raleamento contribuiu para o acréscimo nos estoques de carbono orgânico total (237% e 151% nas camadas 20-40 cm e 40-60 cm, respectivamente) e do nitrogênio total (142% e 137%, respectivamente) em relação à área conservada. A camada de 0-10 cm da parcela CR5 armazenou o dobro do quantitativo de raízes finas encontradas na CS35. Na camada superficial do solo (0-20 cm) da CR5 foram obtidos agregados com tamanho de 2,15 vezes acima dos obtidos na CS35. A maior conservação de serapilheira no solo da CR5 está associada aos maiores aportes de fitomassa lenhosa lignificada proveniente do raleamento, e consequentemente das menores taxas de decomposição e respirometria, constatada pelas baixas emissões de CO2 à atmosfera. O raleamento em Vertissolo do bioma Caatinga exerce influência na estruturação do solo, no estoque de Carbono e Nitrogênio, possibilitando as menores taxas de emissão de CO2 e melhorando as condições para a infiltração de água. Já na segunda etapa do experimento, foram utilizados dados do SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) para avaliação do efeito da geometria de iluminação na caracterização espectral do dossel, além de imagens do sensor OLI/LANDSAT 8 representativas da estação chuvosa e seca de 2013. As imagens foram convertidas em valores físicos (Fatores de reflectância de superfície), calculado o índice NDVI e, a partir da técnica de principais componentes, geradas outras imagens. Foram avaliadas as dispersões dos valores de PC1 e PC2, em um espaço bidimensional, provenientes dos diferentes dosséis. Os resultados indicaram que a intensidade de reflectância da radiação eletromagnética incidente em dosséis do bioma caatinga é influenciada tanto pela sazonalidade climática quanto pela geometria de iluminação decorrentes das características topográficas do relevo. O efeito sombreamento foi predominante durante o período seco, principalmente para condição de pouca iluminação independentemente da estrutura de cobertura vegetal. O NDVI não se mostrou adequado para detectar alterações no comportamento espectral do bioma caatinga durante a estação chuvosa. Palavras-chave: Sequestro de Carbono. Raleamento. Ciclagem de Nutrientes. Agregados do Solo. Sensoriamento Remoto.

MEMBROS DA BANCA

  • Eunice Maia de Andrade – Orientadora (UFC)
  • Adunias dos Santos Teixeira (UFC)
  • Flávio Jorge Ponzoni – INPE
  • Rômulo Simões Cezar Menezes – UFP
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