Área do cabeçalho
gov.br

Este sítio foi reprojetado para melhor atendê-lo. Acesse já pelo celular e veja mais essa novidade

Portal da UFC Acesso a informação da UFC Ouvidoria Conteúdo disponível em: Português

Universidade Federal do Ceará
Centro de Ciências Agrárias

Área do conteúdo

Educandos das Escolas do Campo do MST-CE concluem Curso de Agroecologia

Data de publicação: 2 de dezembro de 2016. Categoria: Notícias

Aconteceu no período de 28 a 30/11, O II Seminário do Programa Residência Agrária, Juventude e Agroecologia. A atividade aconteceu na Universidade Federal do Ceará (UFC), como parte das atividades de encerramento do Curso Técnico em Agroecologia e Extensão Rural, Residência Agrária Jovem.

O curso foi executado pelo Programa Residência Agrária do Centro de Ciências Agrárias, em parceria com o MST-CE. Contou com a participação de 50 jovens de Assentamentos de Reforma Agrária, com a formação realizada entre a Universidade, escola e o assentamento, articulando teoria e práticas de educação agroecológica no Semiárido.

De acordo com Alessandra Jesus da Luz, “o curso foi de fundamental importância para o aprendizado enquanto camponeses oriundos de escolas do campo. Aprendemos a valorizar mais o nosso lugar onde vivemos, os nossos assentamentos, e passamos a enxergar que é possível conviver no campo, adotando praticas agroecologicas que venham a contribuir na nossa qualidade de vida”. Alessandra é Educanda da Escola do Campo Florestan Fernandes, Localizada no Assentamento Santana no município de Monsenhor Tabosa.

Para Miqueline Tomás, educanda da Escola do Campo Francisco Araújo Barros localizada no Assentamento Lagoa do Mineiro, “o curso representou uma experiência única, aprendi como lidar com cada tipo de solo. Foi um sonho realizado, eu estava sem estudar, através do curso voltei a estudar e o mais importante aprendi que o campo é um lugar bom de se morar”.

Para Flavio Gomes do coletivo de juventude do MST-CE, “o curso representou para os jovens a importância do estudo e do domínio das técnicas. Ao frequentar o espaço da universidade, os jovens perceberam que só a luta pode quebrar as correntes que nos prendem. Ocupamos espaços que deveriam ser nossos por direito, que é o caso das universidades públicas, e ainda nos fez perceber que o campo não é um lugar atrasado, mas sim de grandes possibilidades para uma vida digna”.

Ao encerrar as atividades, o curso deixou em cada participante uma certeza: “a educação em agroecologia não se constrói sem resistência, luta, rebeldia e compromisso. Nosso verde é o verde da esperança, resistência agroecológica e da convivência com o seminário”, finalizou Gomes.

Fonte: Diretoria do Centro de Ciências Agrárias – Fone: 85 3366 9732

Acessar Ir para o topo