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Embrapa pesquisa espécies florestais para o Polo Moveleiro de Marco

Data de publicação: 5 de abril de 2013. Categoria: Notícias

Desde 1990, o município de Marco, que está localizado na região norte do Ceará, possui um polo moveleiro que fabrica moveis para diversos estados e, inclusive, para fora do país. Porém, a madeira utilizada na produção é proveniente das regiões Norte, Sul e Sudeste. Em 2009, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) iniciou um projeto que tem apoio financeiro do Banco do Nordeste e do Governo do Estado do Ceará para testar e descobrir quais espécies teriam a possibilidade de se adaptar ao semiárido cearense, substituindo a madeira proveniente de outras regiões e tornando Marco autossuficiente nesse mercado.

O projeto, que é desenvolvido por duas Unidades da Embrapa – a Embrapa Florestas (Colombo-PR) e a Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE) –, vem testando, em uma fazenda da zona rural de Marco, ligada ao Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), 40 espécies florestais com potencial moveleiro. As espécies estão dividas nas categorias “não-tradicionais” (espécies nativas –  como cumaru, frei jaque, são gonçalo, violeta, aroeira – e exóticas, como o nim), “exóticas” (teca, mogno africano, casuarina, acacia mangium) e “da Amazônia” (andiroba, paricá e mogno).

Como meta, o projeto visa a “definição de seis espécies a serem utilizadas em instalações de plantios pré-comerciais (ensaio), sendo duas de espécies arbóreas não-tradicionais, duas de espécies da região amazônica e duas de espécies exóticas”, como explica matéria disponível no site da Embrapa. Utilizando metodologia desenvolvida por pesquisadores da empresa, será possível “testar e selecionar as espécies arbóreas, de material ou variabilidade genética adequada, com perspectivas de maior produtividade e melhor qualidade da matéria-prima para a indústria do Polo Moveleiro de Marco”.

As espécies plantadas, em média, vão levar 20 anos para serem cortadas e utilizadas comercialmente. Assim, o projeto é “uma aposta no futuro”.  Contornando as diferenças climáticas entre regiões originais das espécies e a região de Marco – que, além do solo arenoso, tem muitos ventos, favorecendo o tombamento das árvores –, o Brasil poderá contar com uma floresta destinada à produção de móveis em um local como o semiárido nordestino.

Fonte: Site da Embrapa. Matéria disponível aqui.

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