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Informe sobre defesas de Mestrado em Economia Rural

20 de fevereiro de 2019

DISCENTE: LUCAS DAVID RIBEIRO REIS
DATA: 21/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de vídeo conferência do Centro de Ciências Agrárias
TÍTULO:
ENSAIOS SOBRE PRODUTIVIDADE E EFICIÊNCIA AGROPECUÁRIA: AMÉRICA LATINA E NORDESTE DO BRASIL

PALAVRAS-CHAVES:
América Latina. Região Nordeste. Setor Primário. Produtividade. Malmquist. SFA.

GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Economia

RESUMO:
Este trabalho é composto de dois artigos tratando sobre a questão da produtividade e eficiência da agropecuária. No primeiro artigo tratou-se de estudar a eficiência técnica e a produtividade total dos fatores da agropecuária dos países da América Latina e do Caribe. Para tanto, utilizaram-se a abordagem de fronteira estocástica de produção e o índice de produtividade de Malmquist. Os dados de valor da produção e a quantidade de insumos agrícolas abrangeram os anos de 1991 a 2012. Os resultados mostraram que todos os países apresentaram ineficiência técnica de produção agropecuária ao longo do período. As variáveis que explicaram significativamente a ineficiência da produção agrícola foram o crédito e o consumo de energia na agricultura, o que representou uma inovação nessa temática. O índice de produtividade de Malmquist mostrou que houve ganhos de produtividade total dos fatores, os quais foram atribuídos à variação da eficiência técnica de produção. Já o segundo artigo teve como foco avaliar e comparar a eficiência do setor agropecuária dos estados nordestinos no intuito de capturar diferenças na produtividade dos fatores de produção agrícola. Para isto, dados extraídos do Censo Agropecuário dos anos 1996 e 2006 foram utilizados para construir um painel de dados da produção agropecuária a nível municipal. As análises de eficiência da produção agropecuária foram feitas com base nas análises de fronteira estocástica e meta-fronteira. Os resultados revelaram que a agropecuária apresentou ineficiência técnica em todos os estados, os quais diferiram quanto ao nível tecnológico, o que justificou a realização da estimativa da função de meta-fronteira. Embora com baixos níveis, Bahia, Pernambuco e Maranhão foram os estados com os maiores índices de eficiência técnica.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente – 1166491 – ROGERIO CESAR PEREIRA DE ARAUJO
Interno – 2674540 – JAIR ANDRADE DE ARAUJO
Externo à Instituição – JOÃO RICARDO FERREIRA DE LIMA – UFV


DISCENTE: MARCOS PAULO MESQUITA DA CRUZ
DATA: 26/02/2019
HORA: 15:30
LOCAL: Departamento de Economia Agrícola
TÍTULO:
Composição entre atividades agrícolas e não-agrícolas no meio rural brasileiro: efeitos Sobre os diferenciais de rendimentos e sobre a segurança alimentar.

PALAVRAS-CHAVES:
Atividades Não Agrícolas e Agrícolas. Rendimentos. Meio Rural. Desenvolvimento. Segurança Alimentar.

GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas

ÁREA: Economia

RESUMO:
A presente dissertação é composta por dois capítulos. No primeiro capítulo, a discussão é desenvolvida no ambiente das últimas décadas, pois o meio rural passou por várias transformações das quais se destaca a adoção de outras atividades econômicas, diferentes das agropecuárias. Essas atividades, denominadas como “não agrícolas”, proporcionaram fonte de rendimentos alternativa para os que vivem e trabalham no campo, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento do Brasil. Assim, objetiva-se estimar os diferenciais de rendimentos entre as atividades agrícolas e não agrícolas no meio rural do País. Na metodologia, os dados utilizados são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2015 e os modelos usados foram Blinder-Oaxaca e RIF Regression. Constata-se que as atividades não agrícolas geram rendimentos maiores quando comparadas com as agrícolas. De todas as variáveis utilizadas na amostra, a escolaridade é a que explica melhor o fato de as atividades não agrícolas auferirem rendimentos superiores as agrícolas. Por fim, comprova-se a importância das atividades não agrícolas para o desenvolvimento do meio rural brasileiro. Já no segundo capítulo, o debate é organizado a partir de que o crescimento das ocupações não-agrícolas é um dos fenômenos que podem ser destacados entre as transformações recentes no meio rural brasileiro. Visando compreender uma das implicações deste crescimento, este artigo examina o impacto das ocupações não-agrícolas sobre a condição de segurança alimentar em domicílios rurais brasileiros. Para isso, emprega-se os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (2013) e o modelo de Propensity Score Matching (PSM) com os métodos Kernel e Nearest Neighbor (NN). Constata-se que as atividades não agrícolas não contribuem para a condição de segurança alimentar e o método Kernel apresentou a melhor qualidade de pareamento. No geral, os resultados refletem que a atividade não-agrícola não corroboram para a minimização da insegurança alimentar, apesar desta atividade possui maiores rendimentos.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente – ROBERIO TELMO CAMPOS
Interno – VITOR HUGO MIRO COUTO SILVA
Externo à Instituição – ALEXSANDRE LIRA CAVALCANTE – IPECE


DISCENTE: DEUSIMAR LIRA CAVALCANTE FILHO
DATA: 27/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Departamento de Economia Agrícola
TÍTULO:
Dependência espacial da produtividade agrícola do feijão nos municípios cearenses nos anos de 2008 a 2016.

GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas

ÁREA: Economia

RESUMO:
Em 2016, o estado do Ceará tinha a maior área plantada de feijão do País com participação de 13,0%, a nona posição em quantidade produzida com apenas 2,2% de participação nacional nessa cultura e a vigésima terceira em produtividade. Importante evidenciar, que a grande maioria dos municípios cearenses está inserida no território do semiárido, que se constitui em uma região caracterizada ambientalmente por possuir solos rasos com presença de rochas cristalinas, altas temperaturas, variabilidade espacial e temporal das chuvas e elevada deficiência hídrica, apresentando recorrentes secas. A presente dissertação tem como objetivo central identificar a existência ou não de dependência espacial da produtividade agrícola do feijão cearense nos anos de 2008 a 2016. Apresentam-se como objetivos específicos identificar a existência de dependência global e local univariada dessa cultura, e também sua dependência espaço temporal nos municípios cearenses ao longo dos anos, além de verificar a existência de padrões de dependência locais da produtividade agrícola do feijão em relação a quatro variáveis climáticas selecionadas. Para alcançar esses objetivos foi feito uso da técnica conhecida como análise exploratória de dados espaciais (AEDE) com base nos dados da Pesquisa Agrícola Municipal disponibilizada pelo IBGE e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Os principais resultados apontam para a presença de dependência espacial nessa cultura em todos os anos. Todavia, a força da associação linear identificada reduziu-se no período afetando diretamente os quatro tipos de padrões espaciais locais, mais conhecidos como clusters espaciais, cujo fator principal determinante pode ser os anos de chuvas abaixo da média. Além disso, foi possível observar vários deslocamentos dos quatro tipos de clusters espaciais no território do estado do Ceará com diferentes mudanças na sua composição em termos de municípios, mas mantendo recorrente o padrão de dependência espacial em algumas regiões. No tocante a defasagem temporal, os resultados indicam a presença de dependência espaço temporal na produtividade agrícola do feijão cearense em todos os anos, cujo padrão espaço temporal local predominante foi do tipo Baixo-Baixo (BB), revelando uma característica persistente de baixa produtividade do feijão na grande maioria dos municípios cearenses concentrando-se principalmente nas regiões do Sertão dos Crateús, Litoral Norte, Sertão de Sobral, Sertão dos Inhamuns, Sertão de Canindé e Litoral Oeste/Vale do Curu. Por fim, em relação as variáveis climáticas, os principais resultados apontam para a presença de dependência espacial da produtividade agrícola do feijão em relação a todas elas em quase todos os anos, com mudança do sinal e da força da autocorrelação diferindo entre anos acima e abaixo da média de chuvas. Foi observado também mudanças na frequência dos vários tipos de clusters espaciais com destaque para o cluster tipo Baixo-Baixo (BB), revelando a baixa produtividade dessa cultura no estado em torno dos municípios com as piores condições climatológicas, acompanhado de vários deslocamentos espaciais dentro do território do estado do Ceará, apontando em cada ano, as regiões mais afetadas por questões climáticas. Em suma, na produtividade agrícola do feijão foi identificado dependência espacial global tanto para o caso univariado quanto nos casos bivariado no tempo e bivariado com variáveis climáticas para quase todos os anos. Apesar disso, foi identificado diferentes tipos de associações espaciais locais para todos os casos analisados com nítidas alterações nesse padrão entre as diferentes regiões de planejamento cearense ao longo do tempo, com predominância do padrão que reflete a baixa produtividade dessa cultura no estado do Ceará.

MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição – CLEYBER NASCIMENTO DE MEDEIROS – IPECE
Interno – 2687575 – EDWARD MARTINS COSTA
Presidente – 3652211 – KILMER COELHO CAMPOS
Interno – 1090456 – VITOR HUGO MIRO COUTO SILVA

Fonte:
Coordenação da Pós-graduação em Economia Rural
Tel : (85) 3366-9716
Universidade Federal do Ceará
http://www.ppger.ufc.br