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Professor Breno, da Zootecnia, publica artigo em cooperação internacional

9 de agosto de 2016

Agricultura corporativa ameaça  polinizadores como essa abelha nativa em flor de melão

O Professor Breno Magalhães Freitas, do Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFC, é coautor de um artigo internacional publicado nesta terça-feira (9) na revista científica internacional PeerJ.

Junto com outros 17 cientistas, o docente do CCA contribuiu para a pesquisa “A horizon scan of future threats and opportunities forpollinators and pollination”.

Enquanto as abordagens de gestão de polinizadores atuais são em grande parte impulsionadas pelos impactos passados, o trabalho apresenta oportunidades para a prática preventiva, legislação e políticas para gerir de forma sustentável os polinizadores para as futuras gerações.

“Esse trabalho deverá ter boa repercussão mundial, inclusive porque houve uma grande mobilização da mídia internacional a respeito do seu lançamento”, comenta Freitas.

Breno Magalhães Freitas é professor titular da Universidade Federal do Ceará. Atualmente é Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 2. Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Ceará (1988), mestrado em Zootecnia também pela UFC (1991) e PhD em Abelhas e Polinização – University of Wales College of Cardiff (1995), Grã-Bretanha.

Confira o resumo do trabalho:

Polinizadores, que fornecem o serviço de agricultura e são ecologicamente essenciais na polinização, estão sob ameaça em escala global. A perda de habitat e a homogeneização, pesticidas, parasitas e agentes patogénicos, espécies invasoras e mudanças climáticas foram identificados como ameaças passadas e atuais para os polinizadores. Ações para atenuar esses riscos, por exemplo, regimes agro-ambientais e de pesticidas de uso moratórias, existem, mas têm sido largamente aplicadas post-hoc. No entanto, a sustentabilidade futura dos polinizadores e o serviço que prestam requer antecipação de potenciais ameaças e oportunidades antes que eles ocorram, possibilitando a implementação das políticas e práticas para prevenir, em vez de mitigar, novas quedas de polinizadores.

Clique aqui para ter acesso ao trabalho