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Reitor anuncia melhorias na rede de energia elétrica do Pici

12 de março de 2012

Em reunião com os Diretores dos Centros e Institutos do Campus do Pici na última sexta-feira (9/3), o Reitor Jesualdo Farias anunciou medidas para conter a queda de energia elétrica no Campus. Além das podas que já vêm sendo realizadas ao longo da rede elétrica, as ações previstas são as seguintes:

  • Contratação de uma empresa especializada em manutenção de rede elétrica 24 horas;
  • Substituição e/ou manutenção das sete Subestações Abrigadas;
  • Aquisição de geradores para setores com demandas específicas;
  • Instalação de religadores para sete “loop’s” de sub-redes; troca de 5 mil metros de cabos de cobre nu por cabos multiplexados (em andamento);
  • Elaboração de projeto para nova rede (em andamento);
  • Iinstalação de Subestação 69,0/13,8 do Pici (Projeto CT-Infra, em andamento) e centralização de um livro de ocorrência com a Prefeitura do Campus.

Além dessas medidas, será estabelecida uma agenda com os Diretores visando às seguintes ações articuladas:

  • Discussão com ambientalistas sobre as podas;
  • Cronograma de paradas (desligamentos) para manutenção e realização de novos serviços;
  • Comunicação com a comunidade universitária do Pici;
  • Discussão da adequação das redes locais à nova estrutura da UFC (redes elétrica e de lógica); política de gerenciamento da carga elétrica (novas intervenções);
  • Política de proteção local (no break’s, alarmes, geradores etc.);
  • Reformas e expansões de prédios e instalações de split’s e aparelhos de multimídias.

A rede elétrica do Pici apresenta acúmulo de problemas por falta de manutenção preventiva há décadas. Ao mesmo tempo, a instalação de novos equipamentos em decorrência do crescimento da UFC nos últimos anos proporcionou sobrecarga localizada em alguns setores do Campus. Além disso, entre as principais causas da queda de energia elétrica estão:

  • O contato da rede com galhos de árvores; acidentes devidos à execução de obras no Campus;
  • Acidentes de trânsito envolvendo automóveis, ônibus e até tratores; falhas de componentes das Subestações Abrigadas;
  • Intervenções da Coelce na chave geral que se localiza fora do Campus;
  • Falta de religadores para concentrar a falta de energia onde ocorre a falha e intervenções indevidas na rede para atender demandas locais, sem o acompanhamento da COP – Coordenadoria de Obras e Projeto.

Dimensões da rede

Segundo o Reitor, a capacidade total da rede de energia do Pici é de 12 MVA (milhões de volt-amperes). Atualmente, encontram-se em utilização 4 MVA . Portanto, ao contrário do que se pensa, não há sobrecarga no Campus. O que ocorre é a sobrecarga localizada em algumas das subestações em virtude da instalação de equipamentos sem planejamento prévio e o devido acompanhamento do órgão competente. A rede é composta por 7 km de rede de média tensão 13,8 kV; 10 km de rede de baixa tensão 380 V; 7 subestações Abrigadas (localizadas na Pró-Reitoria de Graduação, Economia Doméstica, Fitotecnia, Bioquímica, Química e Física) e 60 Subestações Aéreas (transformadores).

A solução definitiva para o problema passa por um projeto complexo e com várias interfaces. As possíveis fontes de financiamento, tais como a Finep, o Governo do Estado, os recursos de custeio e capital da UFC, são diversificadas e demandam maior esforço de articulação. Sem contar que o projeto terá que considerar a dinâmica de crescimento de uma Instituição do porte da UFC.

“É evidente que falta um sistema integrado de gestão da rede. Por isso, vamos implantar um Comitê de Acompanhamento e Gestão com a participação de todos”, disse o Reitor.

Fonte: Diretoria do CCA – (fone: 85 3366 9732)