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Universidade Federal do Ceará
Centro de Ciências Agrárias

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Revista publica trabalho do Nemasa-CCA/UFC

Data de publicação: 13 de fevereiro de 2012. Categoria: Notícias

A edição de dezembro 11/janeiro 12 da revista Cultivar Máquinas publicou uma matéria sobre a maneira adequada de controlar o avanço cinemático em tratores de transmissão 4×2 com Tração Dianteira Auxiliar (TDA), na qual um experimento realizado pela Universidade Federal do Ceará recebeu destaque.

Os professores Leonardo de Almeida Monteiro e Daniel Albiero, do Departamento de Engenharia Agrícola da UFC e integrantes do Núcleo de Ensaios de Máquinas Agrícolas do Semiárido (Nemasa), foram responsáveis pelos ensaios que analisaram o melhor rendimento do trator Massey Ferguson MF 283 com um avanço cinemático de 3% e de 12%.

(Veja na íntegra a matéria da Revista Cultivar Máquinas – Dezembro 11/Janeiro 12 – Ano X – Nº 114 – ISSN 1676-0158)

Avanço Ideal

Em tratores de transmissão 4×2 com Tração Dianteira Auxiliar (TDA) o avanço cinemático é um item que deve ser controlado adequadamente. Escolha do pneu correto, lastragem e inflação adequadas são itens que devem ser observados para evitar perda de eficiência na tração.

O trator agrícola é a fonte de potência mais importante do meio rural, contribuindo sobremaneira para o desenvolvimento e avanço tecnológico dos sistemas agrícolas de produção de alimentos e também de fontes alternativas de energias renováveis.

A utilização correta do conjunto motomecanizado, trator-equipamento, pode gerar uma significativa economia de consumo de energia e, portanto, menor custo operacional e maior lucro para a empresa. Em tratores agrícolas com tração dianteira auxiliar (4×2 TDA), quando a TDA é ligada, ocorre ma ligação rígida entre os eixos dianteiro e traseiro: eixo dianteiro gira com uma rotação maior que o eixo traseiro, essa diferença percentual se denomina avanço cinemático. Esse avanço pode variar de acordo com os modelos dos tratores, porém, a faixa ideal é de 1% a 5%. O avanço ocorre com o intuito de corrigir a diferença de diâmetro entre as rodas dianteira e traseira do trator, (Linares, 1996; Rackham e Blight, 1985).

Quando ocorrem valores abaixo de 1%, a tração dianteira perde eficiência trativa e em valores acima de 5% teremos desgaste excessivo dos pneus dianteiros. O usuário do trator tem condições de mudar a diferença cinemática configurada pelo fabricante, alterando a velocidade de giro de cada roda e o raio dinâmico do pney utilizado. Ao lastrar o trator, com lastros líquidos ou sólidos aumentando seu peso, modificamos a pressão interna dos pneus e a posição relativa das massas de lastro, pode-se chegar à solução mais vantajosa para as diferentes operações de campo (Masiero, 2010). A alteração dessas configurações causa uma mudança no avanço do trator. A relação cinemática entre os eixos do trator depende de dois fatores, primeiro: da relação de velocidade entre os eixos dianteiro e traseiro e, segundo: dos raios de rolamento das rodas dianteiras e traseiras do trator.

A relação de velocidade entre os eixos varia de acordo com o fabricante, as relações de transmissão entre os dois diferenciais são estabelecidas no projeto do fabricante, normalmente essa relação de velocidade é maior que um (1%) em relação ao eixo dianteiro, que gira mais rápido que o eixo traseiro. Os raios de rolamento da roda dianteira podem ser alterados pelo usuário, trocando os pneus ou alterando a pressão interna dos mesmos. Quando maior a porcentargem do avanço cinemático, menos é a eficiência trativa da máquina (Schlosser et al, 2004). O avanço cinemático do trator influencia diretamente no consumo de combustível, no desgaste precoce dos rodados, na perda de potência na barra de tração e na elevação da patinagem, o avanço cinemático acima de 5% corresponde à perda de rendimento da máquina.

Ensaios

Ensaios realizados no Nemasa (Núcleo de Ensaios de Máquinas Agrícolas do Semiárido), do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará, utilizando um tratos Masseu Ferguson MF 283 (63kW – 87 cv), com rotação do motor em 2.100rpm e tração dianteira ligada, exercendo forças na barra de tração de 15kN, 20kN e 25kN, com três diferentes condições de avanço do trator (3%, 6% e 12%) em superfície de asfalto, mostraram que a patinagem do trator MF 283 foi menor ára a condição em que o avanço estava em 3%. Nessa condição os valores de patinagem do trator ficaram próximo àqueles recomendados pela Asae EP 496.2 (1999). À medida que o avanço foi aumentando (6% e 12%), a patinagem também foi aumentando significativamente.

Avaliando o consumo específico de combustível, o avanço de 3% apresentou os menores valores se comparados aos valores obtidos pelos avanços de 6% e 12%, indicando que o crescimento do percentual de avanço aumentou os valores de consumo específico de combustível.

Analisando os resultados foi possível concluir que os menores valores de patinagem, consumo específico de combustível e maior potência na barra de tração foram obtidos na condição de 3% de avanço do trator. A condição de 12% de avanço do trator apresentou os maiores valores de patinagem, consumo específico de combustível e menor potência útil na barra de tração.

Fontes: Professor Leonardo de Almeida Monteiro, do Departamento de Engenharia Agrícola – (fone: 85 3366 9128)

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